sábado, 4 de setembro de 2010

"Nosso Lar" explica didaticamente o espiritismo


José Luiz Teixeira
De São Paulo (SP)

Estreou ontem o filme "Nosso Lar", baseado no livro homônimo de Chico Xavier.

É a história do médico André Luiz (interpretado pelo ator Renato Prieto) que, uma vez morto na Terra, ressuscita em um mundo espiritual.

Ali, naquele que, segundo o personagem, é o primeiro portal para onde vamos depois de bater as botas, ele aprende sobre o que é o espiritismo.

E relata sua experiência por intermédio de psicografia para Chico Xavier, que a transforma em um best-seller de mais de dois milhões de exemplares vendidos.

O filme deverá acompanhar o mesmo sucesso do livro, pois estima-se que o Brasil tenha cerca de quatro milhões de kardecistas - uma platéia garantida nas mais de quatrocentas salas em que será exibido.

O "Nosso Lar" é uma das muitas cidades espirituais que existiriam em um plano superior da Terra.

É retratada como uma Brasília futurista, com um palácio central e seus ministérios.

O governador, interpretado pelo ator Othon Bastos, lembra um pouco a figura do "Grande Irmão", do livro "1984".

Ele aparece em telões para todos os habitantes - onde quer que estejam - quando precisa fazer algum informe.

Seu caráter, entretanto, ao contrário do personagem de George Orwell, não é repressivo, mas educativo.

No entanto, o partido é único e a oposição fica do lado de fora das grandes muralhas que protegem aquele idílico lugar (seguramente o maior desejo de todos os governantes encarnados).

É o reino do bem, da purificação, um degrau da escada da evolução da alma.

Não há carros particulares e o sistema de transporte público realmente funciona (por intermédio de modernos ônibus voadores), usando energia eletromagnética.

Embora a população, vestindo túnicas brancas e ouvindo música clássica nos parques seja uma visão estereotipada da vida no paraíso, o filme retrata bem o que é descrito no livro.

Para os espíritas que já leram o texto psicografado por Chico Xavier não há muita novidade, a não ser a beleza das imagens e da trilha composta especialmente pelo músico americano Phillp Glass.

Na verdade, como o filme é bem didático, trata-se de uma grande oportunidade para aqueles que querem conhecer a doutrina espírita sem preconceitos.

José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.

Fale com José Luiz Teixeira: jl.teixeira@terra.com.br

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