quinta-feira, 20 de maio de 2010

Livro: sinopse de "Missionários da luz"


Eis a sinopse do livro "Missionários da luz", de André Luiz, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier. A sinopse foi elaborada pelo irmão Eurípedes Kühl. Recomendamos a leitura de todos os livros de André Luiz, pois trazem esclarecimentos valiosos para a vida. Assim como recomendamos o estudo das obras básicas do Espiritismo, de Allan Kardec. Missionários da luz

Título: "MISSIONÁRIOS DA LUZ" – 20 capítulos; 347 páginas
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em Maio/1945)
Edições: Primeira edição em 1945, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ); em Dezembro/2001: 36ª Edição (do 442° ao 461° milheiro)

Conteúdo doutrinário:
Essa obra descreve vários processos mediúnicos e como se desenvolvem as providências do plano espiritual, antes, durante e após as reuniões mediúnicas. Nelas, são pormenorizados atendimentos a encarnados e desencarnados, sobressaindo preciosos ensinamentos.
Há descrição da sublimidade da reencarnação de um espírito, a partir da obra-prima que é a fecundação.
Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre a programação da existência terrena, que afinal de contas, não passa de uma etapa da bênção maior que é a vida!

SINOPSE - Capítulo a Capítulo

Cap 1 – O psicógrafo – É detalhada a participação de Espíritos protetores na reunião mediúnica, particularmente quanto à psicografia, cujos mecanismos psicossomáticos são detalhados. Muito útil aos médiuns psicógrafos.

Cap 2 – A epífise – É a glândula da vida mental. Segrega “hormônios psíquicos”: As funções espirituais dessa glândula, denominada “pineal” (forma de pinha) são trazidas para os ensinos espíritas, S.M.J., pela primeira vez. Tem potencial magnético controlador das glândulas genitais. Atua qual poderosa usina segregando unidades-força nas energias geradoras. É, sobretudo, a glândula da vida espiritual do homem encarnado.

Cap 3 – Desenvolvimento mediúnico – Demonstra as providências da Espiritualidade, preceden-tes à reunião mediúnica propriamente dita. Médiuns, à visão espiritual, apresentavam: um, "bacilos psíquicos" (larvas) da tortura sexual; outro, intoxicação alcoólica ampla, tendo pequeninas figuras horripilantes, vorazes, ao longo da veia porta...; uma médium, com o ventre superlotado de alimentação, vítima da excessiva alimentação, trazia voracíssimas lesmas (parasitos destruidores).

Cap 4 - Vampirismo – A. Luiz inaugura, no Espiritismo, o emprego das palavras "vampiro/vampirismo", quando trata de obsessor/obsessão (desencarnado, ainda rudemente fixado às sensações físicas, roubando energias e sensações deletérias de encarnado viciado em alcoolismo, tabagismo, toxicomania, sexo desvairado e, de forma geral, nos demais vícios);
- é registrado o problema da alimentação de carne e dedica especial atenção ao tratamento do ser humano para com os animais, acenando com uma "nova era", quando o homem cultivará o solo com amor e os respeitará (aos animais);

Cap 5 – Influenciação – Comentários sobre os Espíritos desencarnados, exploradores, que aguardam à porta dos Centros Espíritas a saída dos médiuns invigilantes... E ainda, sobre o abandono das reuniões mediúnicas, por parte dos médiuns...

Cap 6 – A oração – A.Luiz rememora suas atividades de médico terreno. Agora, diante de um “doente da alma”, vampirizado, como atendê-lo?... O Instrutor espiritual, em resposta, demonstra como a prece constrói fronteiras vibratórias: a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. Há preciosa informação sobre os bilhões de raios cósmicos que a cada minuto descem sobre a fronte humana, oriundos do solo, da água, dos metais, dos vegetais, dos animais e dos próprios seme-lhantes — todos, sem contar os raios solares, caloríficos e luminosos; igualmente, emanam sobre cada um de nós, os terrenos, trilhões de raios psíquicos(!)

Cap 7 – Socorro Espiritual – É lecionado que à noite há mais facilidade para ajuda espiritual, quando os raios solares diretos não desintegram certos recursos dos cooperadores espirituais. Também é à noite que os encarnados sofrem os fenômenos desastrosos mais sérios da circulação, pela invigilância na criação de fantasmas cruéis, no campo vivo do pensamento.
O capítulo registra um caso de "moratória" (enfermo grave, prestes à desencarnação, que recebe energias que lhe acrescentam mais 5 meses de existência terrena).

Cap 8 – No plano dos sonhos – É citado o curso espiritual ministrado por Instrutor espiritual a 300 (trezentos) alunos, encarnados e desdobrados pelo sono, dos quais apenas 32 (trinta e dois) assimilam as lições. É sugerido como o sono pode ser excelente oportunidade de boas realizações e de aprendizado, além da chance de reencontro com parentes ou amigos desencarnados. Há o relato singular do pavor-pesadelo de um encarnado que ao dormir depara-se com um amigo desencarnado, sobre o qual fizera alusões desabonadoras durante o dia...

Cap 9 – Mediunidade e fenômeno – O capítulo explana sobre a necessidade de planejamento, disciplina e construtividade para todos os candidatos às atividades mediúnicas, os quais se iniciarão com trabalhos em pequenas tarefas, para depois, progressivamente, alcançarem grandes obras. Há interessantíssimo registro: o Espírito de Verdade é Jesus(!).
O desenvolvimento mediúnico não deve ser provocado. As expressões fenomênicas nos trabalhos mediúnicos deverão estar em plano secundário, pois o Espírito é tudo.

Cap 10 – Materialização – Mostra-nos este capítulo como Sessões de Materialização são trabalhosas, expondo seus grandes riscos para os médiuns, tendo em vista que poucos reúnem as condições espirituais que elas exigem: valores morais legitimamente consolidados.
NOTA: Lembramos aos leitores que estávamos em 1945 — reuniões de materialização aconteciam quase como rotina... e ainda por cima, em residências...

Cap 11 – Intercessão – Atendendo à solicitação pungente de uma viúva (encarnada, desdobrada pelo sono) o Instrutor, levando A.Luiz, vai à residência dela. Lá, se deparam com inúmeros Espíritos desencarnados, familiares diversos, atraídos pelas vibrações pesadas e doentias dos encarnados. Esses Espíritos estavam envolvidos em círculos escuros, à mesa de refeições da família, absorvendo as emanações dos alimentos (pelas narinas). É explicado como tal se processa: vampirização recíproca... É-nos mostrado o terrível ambiente de um matadouro, com Espíritos desencarnados atirando-se vampirescamente ao sangue dos animais abatidos. O capítulo mostra ainda o martírio de um suicida, atormentado pelo remorso de ter assassinado um amigo para roubar-lhe a noiva.

Cap 12 – Preparação de experiências – Registra providências no Planejamento de Reencarnações e os mapas dos futuros corpos físicos; trata ainda do interessante e raríssimo caso dos "completistas" (encarnados que aproveitam todas as oportunidades de evolução).
A medicina do futuro, certamente levará em conta o psiquismo, identificando-o como responsável, senão por todas, mas pela maioria das patologias.

Cap 13 – Reencarnação – (seguramente o mais importante de todo o livro) - Após comentários sobre o perdão e o sexo, descreve a sublimidade que é a reencarnação de um Espírito, a partir da obra-prima que é a fecundação. É focalizada a interessantíssima questão das “fecundações físicas” e das “fecundações psíquicas”, aquela, nascendo das uniões físicas, no domínio das formas, e esta, das uniões espirituais, nos resplandecentes domínios da alma. Somos informados que o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue(!).
NOTA: Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre a programação da existência terrena, que afinal de contas, não passa de uma etapa da bênção maior que é a vida !

Cap 14 – Proteção – É citado que muitos são os casais “sem a coroa dos filhos”, por terem agido egoisticamente, desde o presente ou em vidas passadas. Há a informação sobre a reencarnação, que só se completa por volta de sete anos do parto.
É descrita a proteção espiritual na fase fetal e embrionária do ser humano.

Cap 15 – Fracasso – O capítulo é de grande densidade dramática, narrando como uma gravidez é interrompida por invigilância (aborto indireto) da mulher grávida que o pratica pela terceira vez: sai pela noite, em busca de prazeres mundanos; no amanhecer, perde aquele que lhe seria filho (o aborto é-lhe incensado por Espíritos que a vampirizavam e que por isso mesmo não lhe admitiam ser mãe, já que com um filho, não mais lhes daria atenção...).

Cap 16 – Incorporação – O capítulo demonstra todo o processo da psicofonia ("incorporação"). Um Espírito desencarnado é levado à reunião mediúnica do mesmo grupo de médiuns que participava, quando encarnado. A médium que o atenderá na reunião (à noite), horas antes tem graves problemas conjugais (marido alcoólico) e é-nos demonstrado o abençoado apoio espiritual que ela então recebe, mercê do seu devotamento.

Cap 17 – Doutrinação – Ao doutrinar Espíritos os médiuns acabam doutrinando-se...
Aqui vemos o Espírito de um sacerdote ser doutrinado por interferência de sua mãe (também desencarnada) que se responsabilizava por tê-lo induzido ao sacerdócio, quando encarnados, sendo que, ao contrário, ele renascera para elevada tarefa no campo da filosofia espiritualista. É citada uma interessante contrapartida das sessões de materialização: quando elas acontecem no Plano Espiritual, para que desencarnados sofredores sejam atendidos na doutrinação... por encarnados. Há explicações sobre a ocorrência da doutrinação, nas reuniões mediúnicas, justificando porque às vezes ela precisa ser realizada por encarnados (doam seu “magnetismo humano”).
NOTA: O capítulo mostra como a Espiritualidade atende dois Espíritos necessitados:
- o primeiro desconhece a própria morte — vê, à distância, seus despojos em decomposição;
- o segundo, quer agredir aos encarnados, com auxílio da médium — vê-se diante de um esqueleto, de terrível aspecto (composto pelos Espíritos Instrutores), desistindo da agressão.
Na nossa opinião, tão forte recurso de convencimento requer enorme prudência na sua aplicação por médiuns doutrinadores encarnados, pelo que o desaconselhamos.

Cap 18 – Obsessão – Trata da obsessão e da desobsessão: vários vingadores, sendo previamente doutrinados no Plano Espiritual, antes de se manifestarem pelos médiuns.
O capítulo sugere extrema cautela aos médiuns lidadores das obsessões, muitos dos quais adiantam diagnósticos apressados e fazem promessa de curas no campo físico...

Cap 19 – Passes – É narrado o caso de um encarnado, renitente na invigilância, que após ser atendido por dez vezes com socorro completo, será deixado entregue a si mesmo, só voltando a ser socorrido pela Espiritualidade após adotar nova resolução: receberá, por ora, alguma melhora, apenas.
Trata o capítulo, de forma detalhada, dos passes — especifica a necessidade de conhecimentos especializados, além de critério e responsabilidade por parte dos passistas.
Ao serem descritas várias modalidades de passes, com movimentos das mãos, de alto a baixo, rotatórios e longitudinais, isso parece induzir-nos a ter muita cautela quando quisermos avançar críticas às técnicas dos passes...

Cap 20 – Adeus – O Instrutor espiritual irá para estágio em esferas mais altas.
Antes, promove reunião em “Nosso Lar” para as despedidas com seus inúmeros alunos, dentre os quais A.Luiz. Comovidos, todos, vêem o abnegado Instrutor orar com infinita beleza, “como se conversasse com o Mestre presente, embora invisível”.

PERSONAGENS CITADOS:
ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos. Somente quando orou com fé pôde ser recolhido à Instituição Espiritual "Nosso Lar" (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe. Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.
- Informa, ao fim do livro "NOSSO LAR" (o primeiro de sua série), que recebeu a comenda de "Cidadão de Nosso Lar". (André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma).
- Na obra "OS MENSAGEIROS", reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no "Centro de Mensageiros", quando, após estágio e uma viagem à Crosta, teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.
- Agora, com "MISSIONÁRIOS DA LUZ", A.Luiz aprimora os conhecimentos já auferidos, estagian-do com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre, onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.

OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "MISSIONÁRIOS DA LUZ", colocando entre parênteses (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

Instrutor ALEXANDRE (d) - 1/11 - Espírito de "elevadas funções" no "NOSSO LAR". Está presente de ponta a ponta no livro "MISSIONÁRIOS DA LUZ”. Tem profunda sabedoria e bondade.
CALIXTO (d) - 1/17 - comunicante por psicografia.
CECÍLIA (e) - 6/65 - desdobrada, em sono, atende ao marido que é doente grave (anomalias psíquicas, ligadas ao sexo)
JUSTINA (d) - 7/70 - amiga do Instrutor ALEXANDRE
ANTÔNIO (e) - 7/70 - filho de JUSTINA (está gravemente enfermo - é contemplado com a "morató-ria" de + 5 meses de vida física)
Irmão FRANCISCO (d) - 7/72 - chefe de grupo socorrista
AFONSO (e) - 7/73 - quando desdobrado pelo sono, é prestimoso doador de energias espirituais
VIEIRA e MARCONDES (e) - 8/85 - alunos faltosos ao Curso do Instrutor ALEXANDRE
SERTÓRIO (d) - 8/85 - chefe de grupo espiritual que freqüenta referido Curso
BARBOSA (d) - 8/90 - aborreceu-se com VIEIRA e esperou-o adormecer para "acertar contas", ou melhor, impedir que VIEIRA, quando na vigília, continuasse a recriminá-lo
Irmão CALIMÉRIO (d) - 10/108 - Instrutor Espiritual
Irmão ALENCAR (d) - 10/113 – médico, controlador mediúnico
VERÔNICA (d) - 10/113 - enfermeira
ESTER (e) - 11/123 - ficou viúva do segundo noivo, RAUL, que foi assassinado (o primeiro noivo, NOÉ, suicidou-se)
ETELVINA (e) - 11/124 - prima de ESTER - tem razoável evolução espiritual
AGOSTINHO e esposa (e) 11/129 - tios de ESTER - idosos, pobres, queixosos da vida
ROMUALDA (d) - 11/147 - auxiliar da Turma de Socorro do Ministério do Auxílio
SEGISMUNDO (d) - 12/154 - preparando-se para reencarnar (em processo normal)
ADELINO e RAQUEL (e) - 12/155 - serão pais de Segismundo, que em vida passada, prejudicou-os
HERCULANO (d) - 12/155 - Espírito elevado
JOSINO (d) - 12/161 – Assistente, auxiliar do "Planejamento de Reencarnações"
MANASSÉS (d) - 12/167 - auxiliar do "Planejamento de Reencarnações"
SILVÉRIO (d) - 12/168 - prestes a reencarnar - aceitou, resignado, existência com duração de aproximadamente 70 anos, com lesão na perna, como "antídoto à vaidade"...
ANACLETA (d) - 12/172 - auxiliar do "Planejamento de Reencarnações"
JOÃOZINHO (e) - 13/184 - criança, filho de ADELINO e RAQUEL
APULEIO (d) - 14/236 - chefe dos "Espíritos Construtores"
VOLPINI (d) - 15/251 - reencarnante em processo complicado - (mãe já está no 7° mês de gestação)
CESARINA (e) - 15/252 - futura mãe de VOLPINI - por invigilância, dá à luz a um natimorto, que viria a ser VOLPINI, o qual, antes do aborto, foi socorrido por ALEXANDRE
FRANCISCA (e) - 15/257 - amiga de CESARINA, tenta dissuadi-la da invigilância
DIONÍSIO FERNARDES (d) - 16/260 - recolhido a uma Instituição de Socorro
OTÁVIA (e) - 16/260 - médium de psicofonia - marido tenta impedi-la do exercício mediúnico
EUCLIDES (d) - 16/261 - cooperador espiritual no Centro Espírita
LEONARDO (e) - 16/265 - marido de OTÁVIA - é pessoa perturbada
GEORGINA (e) - 16/270 - tia de LEONARDO - auxilia OTÁVIA a não faltar ao C.E.
MARINHO (d) - 17/278 - Espírito em dificuldades (foi sacerdote católico)
NECÉSIO (d) - 17/284 - cooperador espiritual, também sacerdote católico
ANACLETO (d) - 19/325 - chefia trabalhos de passes
LÍSIAS (d) - 20/337 - amigo de ANDRÉ LUIZ
EPAMINONDAS (d) - 20/344 - discípulo mais respeitável do Mentor ALEXANDRE

TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Missionários da Luz”:

TERMOS CAPÍTULO PÁGINA S I G N I F I C A D O
Refocilar-se 2 23 (verbo) = refestelar-se; recrear-se (no charco)
Aluviões 3 28 (subst) = depósitos de cascalhos/corpúsculos
Epidídimo 3 28 (subst) = pequeno corpo situado nos testículos
Cromatina 3 30 (subst) = substância do núcleo celular
Nefron 3 31 (subst) = unidade morfológica do rim
Sigmóide 3 31 (subst) = válvula ou cavidade do intestino grosso/humano
Escalracho 4 38 (subst) = gramínea nociva às searas
Avelhantado 5 46 (adjet) = tornado velho prematuramente
Coorte 5 47 (subst) = multidão de pessoas; tropa
Encomiásticas 5 48 adjet) = elogiosas
Azáfama 7 76 (subst) = muita pressa; urgência; trabalho muito ativo
Bulha 7 76 (subst) = confusão de sons
Remoques 8 89 (subst) = insinuações maliciosas; zombaria
Torva 11 134 (adjet) = perturbada; sombria
Rútila 12 166 (adjet) = resplandecente; muito brilhante
Tálamo 13 207 (subst) = leito conjugal
Querençoso 13 232 (adjet) = benévolo; afetuoso
Símile 14 244 (subst) = semelhante; análogo
Gliais 16 267 (subst) = células do sistema nervoso
Bulhento 16 269 (adjet) = desordeiro; arruaceiro
Patibulares 17 285 (adjet) = figura de aspecto criminoso
Stradivarius 18 318 (subst) = nome de famoso fabricante de violinos
Exorna 19 331 (verbo) = ornamenta; enfeita; orna

RIBEIRÃO PRETO/SP - Em 12.Fev.2004
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP

Livro: sinopse do livro "Os mensageiros"


Publicamos aqui no nosso blog de estudos mais uma excelente sinopse da autoria do irmão Eurípedes Kühl sobre livro do André Luiz, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier:

Os mensageiros


Título: "OS MENSAGEIROS" – 51 capítulos; 268 páginas

Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em Fev/1944)
Edições: Primeira edição em 1944, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ); em Novembro/2001: 37ª Edição (490° milheiro)
Conteúdo Doutrinário: O Autor alerta aos médiuns quanto à necessidade da prática dos ensinamentos na esfera íntima, evitando surpresas negativas, quando do retorno ao Plano Espiritual.

A obra se desdobra em três partes distintas:
1ª Parte- Do Cap 1 ao 13:
- Testemunhos de médiuns (desencarnados) que, tendo partido do "Nosso Lar", com tarefas específicas, não conseguiram cumpri-las - no retorno, seus relatos são pungentes e esclarecedores...
2ª Parte - a partir do Cap 14:
- Descrição de atendimentos prestados a encarnados e a desencarnados, pela equipe de mensageiros do "Nosso Lar".
3ª Parte - a partir do Cap 33:
- André Luiz e Vicente, sob comando do protetor Aniceto, após estágio no "Centro de Mensageiros", partem em caravana, do "Nosso Lar", para a Crosta (plano terreno). A meio caminho, pernoitam no "Posto de Socorro", onde A.Luiz realiza um proveitoso estágio. Ali, conhecem amigos espirituais responsáveis pelo “Campo da Paz” (Colônia próxima ao Posto de Socorro). A seguir, os três se dirigem à Crosta, onde permanecem por uma semana, num lar humilde, verdadeira oficina do “Nosso Lar” na Terra, participando de atendimentos a
encarnados e desencarnados, sobressaindo preciosos ensinamentos sobre reuniões mediúnicas.

SINOPSE - Capítulo a Capítulo

Cap 1 – Renovação – O Autor espiritual narra sua transformação, após ter se desprendido “dos laços inferiores que o prendiam às atividades terrestres”. “Descobriu-se”, diz jubiloso. Mas, a par da renovação mental, experimentava um vazio formado pelos sentimentos do mundo, dos quais se desprendera. Sem o lar, a esposa e os filhos amados, aos quais freqüentemente visitava, seu coração era “um cálice luminoso, porém vazio”. É aconselhado por uma devotada amiga a freqüentar cursos no Ministério da Comunicação, para posteriormente prestar concurso na Terra.

Cap 2 – Aniceto – A.Luiz é apresentado ao Instrutor Aniceto, que adverte que ali, na “Instituição do Homem Novo” são admitidos apenas candidatos compromissados em servir, calando reclamações. Aniceto, dentre outras atividades, tem um quadro suplementar de cinqüenta auxiliares-aprendizes, voluntários. A.Luiz é convidado a integrar esse quadro, no momento com três vagas. Aceita o convite, sentindo-se honrado. É encaminhado ao “Centro de Mensageiros”.
OBS: Vamos detalhar como é formado o grupo de Aniceto:
- 1 padre
- 1 médico (a equipe foi acrescida de 2 médicos: A.LUIZ e VICENTE)
- 6 engenheiros
- 4 professores
- 4 enfermeiras
- 2 pintores
- 11 irmãs especializadas em trabalhos domésticos
- 18 operários diversos.

Cap 3 – No Centro de Mensageiros - Formado de majestosos edifícios / Universidades / Pátios amplos / Jardins primorosos.
- Finalidades: preparação anual de centenas de médiuns e doutrinadores para reencarnarem (quais “cartas vivas” de Jesus para a Humanidade), os quais são reunidos em grupos de 50 aprendizes. Cada grupo fica sob comando de um Instrutor (tal como a de Aniceto).

Cap 4 – O caso Vicente – A.Luiz conhece Vicente, médico, calmo, bondoso e sensato. Tornam-se amigos. Conversam sobre suas existências terrenas, semelhantes. Vicente casou-se e teve dois filhos. Um irmão seu, advogado, foi residir em sua casa e não tardou, traiu-o com a esposa, de quem se apaixonou, sendo correspondido. A esposa e o irmão tramaram sua morte e a executaram, ardilosamente. Vicente não cogita vingar-se e diz: “o mal é simples resultado da ignorância e nada mais”.
Cap 5 – Ouvindo instruções – O instrutor Telésforo discorre para todos os aprendizes do trabalho de intercâmbio entre os trabalhadores desencarnados e encarnados. Adverte sobre os companheiros fracassados. Cita empecilhos até nas religiões, além de tristes quadros humanos no mundo todo. Como ajudar a tanto desespero e incompreensão? Só com Jesus, no trabalho, sacrifício e renúncia.

Cap 6 – Advertências profundas – Prossegue a aula. Tema: médiuns fracassados. Muitos trabalhadores partem de “Nosso Lar” em turmas de trabalho educativo, mas poucos alcançam resultados, parciais, nos misteres da mediunidade e da doutrinação. “A Terra é grande oficina redentora, e não, vale tenebroso destinado a quedas lamentáveis”. É relatado que muitos, quando encarnados, preferem desvios sexuais, tirania doméstica, preguiça e vaidade, além de exercitarem a “doutrinação para exportação e não para uso próprio”...

Cap 7 – A queda de Otávio – Após trinta anos de preparação, reencarnou saudável e com mediunidade voltada para consolar criaturas. Deveria manter-se solteiro e amparar seis amigos que o ajudaram em “Nosso Lar”, nos trinta anos que antecederam à sua reencarnação. Já reencarnado, aos dezenove anos iniciou desvairados abusos das suas faculdades. Ficando órfão de pai, desamparou aqueles seis amigos (ainda crianças), órfãos como ele. Casou-se “por violência” e teve um filho. Esposa e filho passaram a atormentá-lo. Alcoólatra, morreu com sífilis, aos quarenta anos, “sem construir coisa alguma no terreno do bem”.

Cap 8 – O desastre de Acelino – Outro médium (vidente, audiente e psicógrafo) que, egresso de “Nosso Lar”, descumpriu todas as realizações que prometera, antes da reencarnação. Usou as faculdades mediúnicas para ganhar dinheiro, “resolvendo” todo tipo de problemas de consulentes. Ao desencarnar permaneceu onze anos em zonas de grande tormento, pela ronda dos ex-consulentes criminosos que desencarnaram antes dele e que exigiam notícias e soluções atinentes a ligações clandestinas.

Cap 9 – Ouvindo impressões – O capítulo exorta os médiuns ao trabalho, sem reclamos e sem medos. São expostos vários casos de médiuns que, bem preparados antes da reencarnação, não cumpriram as tarefas, por invigilância.

Cap 10 – A experiência de Joel – Médium que fez mau uso das percepções que lhe foram dilatadas antes de reencarnar, a fim de que, então, as utilizasse a benefício do próximo. Há muito tempo vem sofrendo grandes perturbações, como conseqüência.

Cap 11 – Belarmino, o doutrinador – É citada profunda conceituação de missão educativa. A doutrinação, no campo do Espiritismo evangélico, é aqui exposta com clareza. Mostra como o médium doutrinador exigente, propenso ao mando, vaidoso do saber, desconfiado dos companheiros de reunião mediúnica, logo adentrará no negativismo. Estará sujeito a múltiplas enfermidades, além de sentir um deserto no coração.

Cap 12 – A palavra de Monteiro – Novo alerta, enérgico, aos médiuns doutrinadores e aos dirigentes de reuniões mediúnicas. É recomendada a força do exemplo e não a palavra lustrosa... O comportamento do médium na atividade profissional do comércio deve guardar paralelo com a conduta cristã, principalmente com a paciência.

Cap 13 – Ponderações de Vicente – Citando Jesus como Mestre e Médico, o capítulo expõe os perigos que aguardam os médicos que fazem mercantilismo de tão sagrada profissão.

Cap 14 – Preparativos – A.Luiz e Vicente, antes de se dirigirem à Crosta, onde permanecerão por uma semana, recebem melhoramento da visão (no “Gabinete de Auxílio Magnético às Percepções"). É sugerida a prece, sem o fanatismo inconsciente. A prece é fidelidade do coração, jamais viciação do sentimento. A ida à Crosta, no caso, assemelhou-se a uma peregrinação, não feita em “estrada ampla e bem cuidada”, mas sim, em caminhos difíceis...

Cap 15 – A viagem – A caminho, a equipe faz pausa no Posto de Socorro situado entre “Nosso Lar” e a Crosta, a grande distância desta. A.Luiz e Vicente, sob orientação de Aniceto, vêem-se banhados de luz, pela primeira vez (!). Nas trilhas: frio, ausência de luz solar, paisagens misteriosas, aves horripilantes, rijas ventanias... Aniceto explica aos dois auxiliares que aquela é região sob influência astral da Terra. A seguir cita interessantes dados astronômicos. Informa sobre a “existência de outros mundos sutis, dentro dos mundos grosseiros”(!).

Cap 16 – No Posto de Socorro – Chegam os três a castelo-educandário soberbo, resguardado por pesados muros. No interior, pomares e jardins maravilhosos. A.Luiz vê um quadro, pintura em tela, que já havia visto em Paris, quando encarnado. Fica sabendo que o pintor da tela de Paris copiou-a desse original, após vê-lo, em sonho.

Cap 17 – O romance de Alfredo – A equipe alimenta-se de frutos diversos. O Posto, com quinhentos auxiliares, produz alimentos e remédios para famintos e doentes. O dirigente do Posto relata a história da sua união com a esposa, cuja companhia ele ainda não pode usufruir, pois quando encarnados, ele desfez o casamento, por ouvir calúnias contra ela, que era inocente e que pelo abandono desencarnou, com tuberculose.

Cap 18 – Informações e esclarecimentos – No Posto chegam sinais de batalhas sangrentas na Terra (o ano era 1944), provocando grande tempestade magnética. Grandes massas de desencarnados (pela Segunda Guerra Mundial) superlotam os Postos de Socorro de várias colônias espirituais. É citada a Colônia “Alvorada Nova”, situada em zonas mais altas, com intercâmbio com avançados núcleos de espiritualidade superior, de planetas vizinhos (!).

Cap 19 – O sopro – São citados sistemas espirituais de transporte, com base no eletromagnetismo. Há esclarecimentos sobre o passe de sopro curador, cujos passistas “exercitaram-se longamente, adquirindo experiências a preço alto”. Imprescindível, no caso, “a pureza da boca e a santidade das intenções”. Passistas encarnados deverão ter “estômago sadio, boca habituada a falar o bem, com abstenção do mal e a mente reta, interessada em auxiliar”.

Cap 20 – Defesas contra o mal – O Posto de Socorro tem defesas múltiplas, mantendo à distância “irmãos consagrados ao mal, perversos e criminosos, entidades verdadeiramente diabólicas”. O Posto está equipado com armas que não exterminam, apenas defendem, disparando projéteis elétricos que causam impressão da morte, isso porque na esfera espiritual a matéria mental pode modificar o corpo denso todos os dias (!).

Cap 21 – Espíritos dementados – Visitando os albergues do Posto, A.Luiz e Vicente acompanham os encarregados da assistência. O chefe do Posto atende e conforta vários Espíritos necessitados que o procuram, presos a problemas inferiores, pois se julgam ainda encarnados.

Cap 22 – Os que dormem – A equipe chega a pavilhão escuro, situado em área com três quilômetros de extensão, mais ou menos. No interior, espaçosas enfermarias. Silêncio absoluto... Cerca de dois mil Espíritos ali estão adormecidos... Têm semblante horrendo, quase todos estampando pavor, em cadavérica palidez... São oitenta os atendentes em atividade. Cada um só pode cuidar de cinco enfermos, perfazendo quatrocentos atendimentos. A imagem é a da morte, naqueles Espíritos entorpecidos no vazio, que quando encarnados eram crentes no nada após a desencarnação. São os “embriões da vida” ou “fetos da espiritualidade”, paralíticos do bem.

Cap 23 – Pesadelos – A.Luiz, concentrando todas as possibilidades mentais ao seu alcance, focaliza o sofrido Espírito de uma mulher, passando a vislumbrar o pesadelo em que se prendia, em conseqüência de haver assassinado o amante, que era casado. Toda a cena, com o local, personagens e diálogos, desenrolam-se à sua percepção. (Impressionante!).
NOTA: Numa desajustada adjetivação de nossa parte, mas pedindo licença aos leitores, talvez possamos conceituar essa faculdade espiritual de A.Luiz como “Psicometria espiritual”.

Cap 24 – A prece de Ismália – Naquele pavilhão dos adormecidos, os efeitos da prece de um Espírito elevado, prece esta acompanhada com amor por numerosos Espíritos dedicados à fraternidade, produz benéficos e múltiplos efeitos, alcançando numerosos pacientes em sono profundo. Mas, apenas dois se ergueram e mesmo assim, saíram correndo, espavoridos...

Cap 25 – Efeitos da oração – Luzes irradiantes, em flocos de várias colorações, partiam de cada Espírito da equipe, indo cair sobre os corpos inanimados. Há um primeiro alerta, ligeiro, aos doutrinadores, quanto à impropriedade de se dizer ao Espírito desencarnado (que desconheça tal estado) que ele já não possui mais o corpo físico... Afirmativa: não há prece sem resposta!

Cap 26 – Ouvindo servidores – Alfredo, o chefe do Posto, demonstra a inconveniência do Espírito desencarnado prender-se aos rogos e lamentações da família encarnada. Por extensão, fica a lição aos encarnados que perderam entes queridos...

Cap 27 – O caluniador – Vemos neste capítulo a comovente dificuldade de um Espírito doente em pronunciar o sublime nome de Deus. Apenas pronunciar... A.Luiz exercita visão espiritual e vislumbra a triste história desse doente.
NOTA: Nova demonstração desta faculdade de A.Luiz, que talvez seja “psicometria espiritual”
Ensinamento: a reconciliação inicia-se pela atitude caridosa, vai do entendimento à piedade, desta à simpatia, depois à verdadeira fraternidade e culmina com o amor sublime.
NOTA: Há referência à mulher-vampiro, citada no livro “NOSSO LAR”, a qual foi impedida de adentrar nas “Câmaras de Retificação”

Cap 28 – Vida social – O Posto recebe visita de amigos vindos do “Campo da Paz”, em belo carro tirado por dois soberbos cavalos brancos. São expostos ensinamentos referentes aos doentes do Espírito, rebeldes ao tratamento. Os atendentes sentem-se obrigados a semear pensamentos novos e aguardar que a obra do tempo os faça germinar nesses doentes. É citado o “desculpismo” (pretextos de encarnados — médiuns — compromissados com a tarefa de auxílio ao próximo para fugirem à tarefa e ao dever sagrado).

Cap 29 – Notícias interessantes – Viver em “Nosso Lar” é uma grande bênção. O “Campo da Paz”, fundado há dois séculos, tem por finalidade abrigar aos que desencarnam em estado de ignorância ou de culpas dolorosas.

Cap 30 – Em palestra afetuosa – Noções sobre o casamento — nos dois Planos. Somos informados que o “Campo da Paz” é uma colônia de socorros urgentes, qual avançado centro de enfermagem. Atende ainda aos recém-encarnados, na base de quinze a vinte reencarnações diárias, dos tutelados que serão assistidos até os primeiros sete anos da existência carnal.

Cap 31 – Cecília ao órgão – Em reunião musical festiva há execução, ao órgão, da “Tocata e Fuga em Ré Menor”, de Bach, com acompanhamento coral de crianças.

Cap 32 – Melodia sublime – Ismália, Espírito elevado, executa melodia ao órgão, que faz brotar na mente de A.Luiz e dos demais ouvintes, sublime oração de louvor ao Criador.

Cap 33 – A caminho da Crosta – A.Luiz, Vicente e Aniceto dirigem-se à Crosta. Caminham por via escura e nevoenta, diferente da que liga “Nosso Lar” à Crosta. Aos poucos começam a vislumbrar luz solar. A partir dali, praticam a volitação, com emprego de transformação da força centrípeta (!).

Cap 34 – Oficina de ”Nosso Lar” – A.Luiz chega ao Rio de Janeiro e, surpreso, com a visão espiritual agora já dilatada, vê grande quantidade de desencarnados vagando pelas ruas ou abraçados a transeuntes, que os ignoram... Chegam a uma humilde residência, que na verdade é oficina que representa “Nosso Lar”.

Cap 35 – Culto doméstico – A família encarnada da oficina de “Nosso Lar” procede ao culto doméstico, com participação de benfeitores espirituais. Tema evangélico: comentários sobre irreflexão e suicídio e a parábola que compara o Reino dos Céus a um grão de mostarda.

Cap 36 – Mãe e filhos – São tecidos comentários sobre a riqueza, a pobreza e a proteção divina. A boa educação que deve ser dada aos filhos é exemplificada de forma útil.

Cap 37 – No santuário doméstico – A.Luiz e outros Espíritos se alimentam (registra o Autor Espiritual que não é possível ser feita analogia aos alimentos terrenos). Há comentários sobre os efeitos da prece, do vento e das tempestades (estas, assustam aos Espíritos ignorantes que vagueiam pelas ruas, os quais, temerosos, buscam asilo de preferência em casas de diversão noturna ou em residências abertas...). É descrito o intercâmbio positivo entre encarnados e desencarnados que se amam.

Cap 38 – Atividade plena – Encarnados doentes, desdobrados pelo sono, são atendidos na oficina de “Nosso Lar”. Comenta-se os simbolismos contidos nos sonhos. Freud é citado como “missionário da Ciência, sob limitações, que fez muito, mas não tudo, na esfera da indagação psíquica”.

Cap 39 – Trabalho incessante – A caridade tem que se associar ao dever, não ofertando facilidades às entidades ociosas, irônicas ou aquelas de intenções inferiores. Mostra o exemplo de desencarnados que prejudicaram uma reunião mediúnica pelas facilidades que lhes foram dadas, de ingresso na mesma, sem a indispensável preparação.
NOTA: Esse alerta é oportuno, vez que não poucos Centros Espíritas permitem que pessoas sem “a indispensável preparação” sejam desde logo admitidas às reuniões mediúnicas.

Cap 40 – Rumo ao campo – Mostra a necessidade espiritual do repouso (!).São citadas as “nuvens de bactérias variadas” que provocam doenças físicas, mas também as “formas caprichosas das sombras” (matéria mental inferior expelida por algumas pessoas) que promovem desequilíbrio mental. Essas sombras são as nuvens de larvas mentais(!) que causam doenças à alma. A fé proporciona elevação e antídoto a tal contaminação astral. Há comentários sobre a bênção do Sol, do solo e das plantas.

Cap 41 – Entre árvores – São citados os numerosos Espíritos cooperadores do reino vegetal, em preparativos para nova encarnação no mundo, prestando serviço nos reinos inferiores.
NOTA: Convidamos os leitores à leitura da questão n° 538 de “O Livro dos Espíritos”
Há o instigante relato de um carroceiro que, com grande grosseria, vivia a agredir animais, inclusive um muar que o auxiliava a ganhar o pão de cada dia. Demonstra como a cólera é prejudicial ao colérico...

Cap 42 – Evangelho no ambiente rural – Mostra a sintonia no momento da oração, sendo que até animais são atraídos para as proximidades, por forças magnéticas desconhecidas. É decantada a bênção da Natureza, mas lamentada a ganância humana, que a desrespeita (verdadeiro brado ecológico, e isso, em 1944). Instigantes informações sobre o nitrogênio...

Cap 43 – Antes da reunião – É mostrada a movimentação espiritual que antecede a uma reunião mediúnica, estabelecendo faixas magnéticas nas dependências físicas. Há um alerta quanto à hipocondria (afecção mental, obsessiva: mania de doenças).

Cap 44 – Assistência – A.Luiz é designado para aplicar passes em Espíritos necessitados. Atende uma mulher cega, em conseqüência da impressão deixada no perispírito dela pelo tracoma. Quando o passe de A.Luiz dissipa a cegueira, ele e a mulher se emocionam. O Instrutor então o adverte quanto à vaidade: “não olvides que todo bem procede de Deus”. Vários Espíritos são atendidos pelos benfeitores espirituais, mas alguns permanecem impermeáveis a esse auxílio.

Cap 45 – Mente enferma – Demonstra a incredulidade de um doutrinador(?), de vasta cultura, apegado a “inexistência” de provas da sobrevivência humana, que palestra com outro doutrinador, comentando sobre os pesquisadores e as fraudes mediúnicas... O primeiro se apóia na razão e na ciência; o segundo, na fé e no bom senso das verdades espíritas.

Cap 46 – Aprendendo sempre – Na reunião mediúnica estavam trinta e cinco encarnados e mais de duzentos desencarnados(!). É alertado o alto preço que terão que pagar os que usam o intercâmbio espiritual levianamente.

Cap 47 – No trabalho ativo – Mostra como médiuns novatos em conhecimentos evangélicos causam desarmonia na reunião mediúnica. A concentração em trabalhos de natureza espiritual é definida e porque alguns pedidos nem sempre devem ser atendidos... para o bem do próprio necessitado.

Cap 48 – Pavor da morte – É esclarecido porque Espíritos necessitados são trazidos à reunião mediúnica: por manterem-se muito ligados ao plano terreno, o magnetismo e o calor humano doados pelos médiuns despertam neles forças novas. A.Luiz e amigos vão a um necrotério e atendem a uma jovem recém-desencarnada que se mantém presa aos despojos físicos, embora o noivo (também desencarnado) lá esteja tentando auxiliá-la, mas sem consegui-lo.
NOTA: Há preciosa lição sobre “a idéia da morte”, pois quando CREMILDA desperta no Plano Espiritual, a informação de sua morte não lhe é passada, e sim, de “vida vitoriosa, pois Deus não é Deus de mortos, e, sim, o Pai das criaturas que vivem para sempre”.
Este é um segundo alerta aos médiuns doutrinadores: agir com tato e caridade para com os visitantes espirituais que desconheçam que não mais possuem o corpo físico...

Cap 49 – Máquina divina – O desligamento perispiritual de um agonizante é detalhado de forma impressionante, mostrando como todos os movimentos do corpo são administrados pela mente.

Cap 50 – A desencarnação de Fernando – Mostra-nos o auxílio espiritual para uma desencarnação. Os parentes, por invigilância, estavam perturbando o desligamento e por isso os Benfeitores Espirituais promovem uma melhora fictícia, para afrouxar a tensão dos encarnados... No exemplo do capítulo, o desligamento do corpo espiritual se processa a partir dos calcanhares, terminando na cabeça.

Cap 51 – Nas despedidas – Finda a semana de pródigas tarefas espirituais, A.Luiz, Vicente e Aniceto preparam-se para regressar ao “Nosso Lar”. Nas despedidas, A.Luiz e Vicente (com Isabel desdobrada pelo repouso do sono) acompanham a comovente prece pronunciada pelo bondoso Aniceto.

PERSONAGENS CITADOS:

ANDRÉ LUIZ – é o Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos. Recolhido ao “Nosso Lar”, por interferência de sua mãe. Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação e recebeu a comenda de “Cidadão de Nosso Lar”.
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma.
Agora, na obra “OS MENSAGEIROS”, reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes: primeiro, no “Centro de Mensageiros”; depois, em estágio noutra Colônia (“Posto de Socorro”); a seguir, numa viagem à Crosta, com duração de uma semana, teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.
(Por tudo isso, de nossa parte, com muito respeito, consideramos que esse livro, escrito em continuação ao “NOSSO LAR”, talvez até possa ser considerado como um segundo volume, isto é, NOSSO LAR-2).

OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "OS MENSAGEIROS", colocando entre parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

ANICETO (d) – 2/16 - após tarefas no Ministério da Regeneração, devotou-se “a tarefas sacrificiais no Ministério do Auxílio, passando a ser Instrutor na Comunicação”
VICENTE (d) – 3/25 - o único aprendiz-médico da turma de alunos de Aniceto
ROSALINDA (e) – 4/27 - esposa de VICENTE
ELEUTÉRIO (e) – 4/28 - advogado, irmão de VICENTE; amante de ROSALINDA (ambos assassinaram VICENTE)
TELÉSFORO (d) – 5/31 - lidador da Comunicação
OTÁVIO (d) 6/39 - médium fracassado
MARINA (e) 6/39 - amiga de ISABEL e de ISAURA, pronta a ajudar OTÁVIO
ISAURA (d) 7/41 - mãe de OTÁVIO
ISABEL (d) 7/41 - amiga de ISAURA
ACELINO (d) 8/47 - médium fracassado
RUTH (?) 8/48 – foi esposa de ACELINO (no século XIX)
AMÂNCIO (?) 9/52 – foi marido de MARIANA
MARIANA (d) 9/53 - médium socorrista fracassada
JOAQUIM (?) 9/53 - é citado por uma aprendiz no “Centro de Mensageiros”
ERNESTINA e BENITA (d) 9/54 - aprendizes no “Centro de Mensageiros”
ADÉLIA (d) 9/55 - é citada por um aprendiz no “Centro de Mensageiros”
JOEL (d) 10/57 - aprendiz no “Centro de Mensageiros” / em vida anterior foi Monsenhor espanhol / em outra reencarnação foi médium fracassado, que detinha a faculdade de conhecer vidas passadas das pessoas
BELARMINO FERREIRA (d) 11/62 - aprendiz no “Centro de Mensageiros”/ doutrinador fracassado
ELISA (?) 11/64 – foi esposa de BELARMINO
MONTEIRO (d) 12/67 - aprendiz no “Centro de Mensageiros”/ quando encarnado, foi médium doutrinador, intelectual, de “grandes discursos”, mas insensível
ALFREDO e ISMÁLIA (d) 16/89 - casal responsável pelo “Posto de Socorro”
OLÍVIA e MADALENA (d) 19/104 - assistentes do Posto (técnicas do Passe de Sopro)
MALAQUIAS (d) 21/115 - internado no Posto / ex-fazendeiro / idoso / escravista
ARISTARCO (d) 21/116 - internado no Posto / ex-rico
ANA (d) 23/126 - internada no Posto / com pesadelos cruéis
ALONSO (d) 26/140 - cooperador no Posto
PAULO (d) 27/144 - internado no Posto / ex-caluniador
Casal BACELAR e duas filhas (d) 28/150 - família amiga, que veio do “Campo da Paz”, em visita social a ALFREDO
CECÍLIA (d) 29/154 – filha do casal BACELAR
ALDONINA (d) 29/154 – sobrinha de BACELAR
ISAURA (d) 30/159 e ANTÔNIO (d) 30/160 – noivos / moravam no “Campo da Paz” / quando ANTÔNIO foi convocado para prestar serviços em “NOSSO LAR”, levou a noiva / casaram-se e lá permanecem
HERMÍNIO (d) 31/167 - Espírito sofredor / é amado por CECÍLIA (a filha do casal BACELAR)
ISIDORO (d) 34/181 – foi marido de ISABEL - trabalhador humilde na oficina do “NOSSO LAR”
ISABEL (e) 34/182 - viúva de ISIDORO / médium / sua casa é a oficina do “NOSSO LAR”
filhos (encarnados): JOANINHA, NELI, MARIETA, NOÊMI e JOÃOZINHO
FÁBIO ALETO (d) 34/186 - Espírito protetor do lar de ISABEL
EMÍLIA (d) 37/195 - Espírito de “NOSSO LAR” / hospeda-se na oficina do “NOSSO LAR”
REGINA (d) 37/195 – filha de EMÍLIA
NIETA (e) 38/200 – em desdobramento pelo sono é atendida espiritualmente na oficina do “NOSSO LAR”
DALVA (e) 39/205 - atendida pela mãe (Espírito desencarnado) na oficina do “NOSSO LAR”
HILDEGARDO e VIEIRA (d) 39/206 - Espíritos auxiliares na oficina do “NOSSO LAR”
HILÁRIO e CARLOS (d) 39/207 - atendidos na oficina do “NOSSO LAR”
GLICÉRIO (d) 41/217 - Espírito responsável pela segurança de um trecho da zona rural
BENTES (e) 45/234 - médium doutrinador, em atividade na oficina do “NOSSO LAR”
Dr FIDÉLIS (e) 45/235 - interlocutor de BENTES / é espírita, intelectual, mas sem fé
ANSELMO (d) 47/245 - Espírito instrutor mais graduado na oficina do “NOSSO LAR”
AMARO (e) 47/246 - doente / freqüentador da oficina do “NOSSO LAR”
CREMILDA (d) 48/250 - recém-desencarnada / atendida pelo noivo (também desencarnado) e por VICENTE
FERNANDO (d) 50/259 – citação espiritual detalhada de sua morte física
AMANDA (e) 50/260 – esposa de FERNANDO
JANUÁRIO (e) 50/261 - irmão de FERNANDO
- Espíritos citados na obra “NOSSO LAR” e que aqui voltam a ser mencionados:
Do Ministério da Regeneração: NARCISA (1/13) e TOBIAS (2/16)
Ministros: GENÉSIO (2/16); ESPERIDIÃO (2/19); GEDEÃO (11/64).

TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Os Mensageiros”:
TERMOS CAP PAG S I G N I F I C A D O
Bolçando-os 12 69 (do verbo bolçar: lançar fora, arrojar) = Lançando-os
barbacãs 20 108 muros avançados
galeotas 21 114 pequeno barco movido a remo e a velas
catadura 21 117 semblante, aparência
Rebolcando-se 23 126 Movendo-se como uma bola (rebolando-se)
insulamento 23 126 ato de insular-se (isolamento, tornar solitário)
Deprecando 24 132 Pedindo (com submissão)
soledade 26 142 lugar ermo, deserto, solidão
evolver 26 142 Evoluir
evolutiram 27 146 Transformaram (para melhor)
escarmento 27 146 correção, castigo, punição
safirino 28 149 da cor de safira (azul variável)
carro tirado 28 149 carro puxado
estalão 28 153 medida, padrão
mane 32 171 (do verbo manear: manejar) = Maneje
caliginosa 33 175 tenebrosa, muito escura e densa
amanhar 35 187 cultivar, lavrar
lautas 36 191 Abundantes
obliteração 38 200 desaparecimento, supressão
escarninhos 39 207 Sarcásticos
frondes 41 215 copas das árvores
Moloques 42 221 (subst.próprio) = pretensas divindades, rel. a sacrifícios humanos, com a consagração pelo fogo
desassisados 46 240 desatinados, sem siso (sem bom senso)

RIBEIRÃO PRETO/SP - Em 12.Fev.2004
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O que Deus quer de nós: o homem de bem


Há um trecho do "Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, que gostamos muito e vemos como um guia de como devemos agir em nossas vidas para vivermos como Deus deseja. Enxergamos como uma lista das qualidades que Deus quer que nós desenvolvamos ao longo de nossos dias.


Trata-se do Capítulo XVII do livro, intitulado "Sede Perfeitos", no tópico "O homem de bem" (págs. 347 a 350). Transcrevemos o trecho:


O HOMEM DE BEM


3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.


Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.


Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.


Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.


Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.


Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.


O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.


Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.


Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo não merece a clemência do Senhor.


Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.


É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”


Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.


Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.


Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.


Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.


Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.


Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.


O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.(Cap. XVII, nº 9.)


Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.


Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.


É, realmente, um roteiro inspirado nas lições que Jesus nos trouxe. Traz para as nossas vidas a noção de que devemos viver conforme a "regra de ouro" que Jesus nos ensinou: devemos fazer aos outros somente aquilo que gostaríamos que eles nos fizessem, assim como deixar de fazer aquilo que não gostaríamos que fizessem para nós.


Sabemos como é difícil ser um homem ou mulher de bem, como é complicado sermos verdadeiros Cristãos. Não é fácil apagar nossos costumes e instintos velhos, egoístas. Não é fácil perdoar e esquecer quando alguém nos diz ou faz algo que consideramos ruim. Nosso primeiro impulso é o de retribuir o mal com o mal, agindo para com o próximo da maneira que não gostamos que ele tenha agido conosco.


E quantas vezes lemos, estudamos e pensamos nesses ensinamentos do Cristo e não conseguimos agir em conformidade com eles logo ali na frente, momentos depois? Os velhos hábitos vêm primeiro e respondemos, xingamos nosso irmão, nossos pais, alguém que nos incomoda. E lá se vai, por água abaixo, todo aquele esforço de mudarmos, de melhorarmos, termos mais paz, sermos mais fraternais.


Mas a verdade é que nem por isso deixamos de ser Cristãos. Ou de tentarmos ser. Erramos, é verdade, mas estamos dispostos a não errar, a melhorar, a mudar. Se erramos hoje, devemos atentar mais amanhã. Não errar mais, não repetir o erro. Cada erro vira aprendizado, experiência. Errei, mas aprendi. Não vou mais revidar, não vou mais ofender ou perder a paciência, chega de me alterar porque alguém me disse algo ruim ou me feriu. Não vou perder minha paz de espírito porque alguém quer. Vou tentar trazer esse irmão para a mesma paz e não descer até a desarmonia em que ele se encontra e de onde pede ajuda.


As lições que Jesus trouxe à Terra não são destinadas aos seres perfeitos. Não são para os santos. Estes já sabem disso, já agem conforme ditas lições. Seria ensinar o óbvio. São para nós, que erramos, que repetimos erros, que continuamos em nossos círculos viciados de ódios, de rancores, algumas vezes vinganças, desamores incontáveis. Para nós, ainda orgulhosos, egoístas, que colocamos todas nossas forças em castelos de areia e que queremos ser mais amados do que os outros, sem causa justa.


Nós é que devemos aprender a viver o Evangelho. Aprender o amor incondicional, a caridade, a fraternidade, o desapego, a FÉ em Nosso Pai. Um roteiro de como devemos viver já nos foi dado, agora falta aprendermos a viver como homens e mulheres de bem, Cristãos de verdade, discípulos de Jesus, soldados do Seu Exército de Amor e Compaixão.


Irmãos, não desistamos. Todos nós erramos, magoamos, ferimos, ofendemos e fizemos algum mal, algum dia. Mas não somos maus por natureza. Somos luz, mais ou menos fraca, segundo nossos atos. Nosso destino é Deus, é sermos luz intensa, amor intenso. Então, esqueçamos o mal que fizemos e vamos recomeçar nossas vidas, arrancando de nós nossos defeitos, nossos vícios, egoísmos e rancores. Vamos abraçar o Cristo e tentar, a cada dia, vivermos como Ele nos ensinou, fazendo o que Ele e Nosso Pai querem que nós façamos, pois sabem o que melhor para nós, aonde devemos ir e o que devemos nos tornar um dia: Amor infinito, como eles.


Que o nosso mal seja passado. Que sejamos apenas amor, boa-vontade, caridade e FÉ. Que ingressemos, a partir de hoje, na Academia do Cristo, aprendendo, com Ele, como devemos viver, e nos candidatando a discípulos do Verdadeiro Mestre, Nosso Senhor Jesus Cristo.