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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àqueles que passam pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, Senhor, para aqueles que vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a vossa bondade permita aos Espíritos consoladores espalharem por toda parte a paz, a esperança e a fé.

Deus! um raio, uma faísca de vosso amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Imagem.

CÁRITAS

sexta-feira, 14 de maio de 2010

PRECE: FRANCISCO DE ASSIS


"Senhor,


Fazei de nós um instrumento de vossa paz!


Onde houver ódio, que levemos o amor,
onde houver ofensa que levemos o perdão,
onde houver discórdia, que levemos a união,
onde houver dúvidas, que levemos a fé,
onde houver erro, que levemos a verdade,
onde houver desespero, que levemos a esperança,
onde houver tristeza, que levemos a alegria,
onde houver trevas, que levemos a luz.


Ó Mestre,
fazei que procuremos mais,
consolar que sermos consolados,
compreender que sermos compreendidos,
amar que sermos amados.


Pois é dando que se recebe,
perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive
para a vida eterna".


Francisco de Assis

Prece: livro Libertação, de André Luiz

"Senhor Jesus! Nosso Divino Amigo…

Há sempre quem peça pelos perseguidos, mas raros se lembram de auxiliar os perseguidores!

Em toda parte, ouvimos rogativas em benefício dos que obedecem, entretanto, é difícil surpreendermos uma súplica em favor dos que administram.

Há muitos que rogam pelos fracos para que sejam, a tempo, socorridos; no entanto, raríssimos corações imploram concurso divino para os fortes, a fim de que sejam bem conduzidos.

Senhor, tua justiça não falha.

Conheces aquele que fere e aquele que é ferido.

Não julgas pelo padrão de nossos desejos caprichosos, porque o teu amor é perfeito e infinito…

Nunca te inclinaste tão somente para os cegos, doentes e desalentados da sorte, porque amparas, na hora justa, os que causam a cegueira, a enfermidade e o desanimo…

Se salvas, em verdade, as vítimas do mal, buscas, igualmente, os pecadores, os infiéis e os injustos.

Não menoscabaste a jactância dos doutores e conversaste amorosamente com eles no templo de Jerusalém.

Não condenaste os afortunados e, sim, abençoaste-lhes as obras úteis.

Em casa de Simão, o fariseu orgulhoso, não desprezaste a mulher transviada, ajudaste-a com fraternas mãos.

Não desamparaste os malfeitores, aceitaste a companhia de dois ladrões, no dia da cruz.

Se Tu, Mestre, o Mensageiro Imaculado assim procedeste na Terra, quem somo nós, Espíritos endividados, para amaldiçoarmo-nos, uns aos outros!

Acende em nós a claridade dum entendimento novo!

Auxilia-nos a interpretar as dores do próximo por nossas próprias dores.

Quando atormentados, faze-nos sentir as dificuldades daqueles que nos atormentam para que saibamos vencer os obstáculos em teu nome.

Misericordioso amigo, não nos deixes sem rumo, relegados à limitação dos nossos próprios sentimentos…

Acrescenta-nos a fé vacilante, descortina-nos as raízes comuns da vida, a fim de compreendermos, finalmente, que somos irmãos uns dos outros.

Ensina-nos que não existe outra lei, fora do sacrifício, que nos possa facultar o anelado crescimento para os mundos divinos.

Impele-nos à compreensão do drama redentor a que nos achamos vinculados.

Ajuda-nos a converter o ódio em amor, porque não sabemos, em nossa condição de inferioridade, senão transformar o amor em ódio, quando os teus desígnios se modificam, a nosso respeito.

Temos o coração chagado e os pés feridos na longa marcha, através das incompreensões que nos são próprias, e nossa mente, por isto, aspira ao clima da verdadeira paz, com a mesma aflição por que o viajor extenuado no deserto anseia por água pura.

Senhor, infunde-nos o dom de nos ampararmos mutuamente.

Beneficiaste os que não creram em Ti, protegeste os que te não compreenderam, ressurgiste para os discípulos que te fugiram, legaste o tesouro do conhecimento divino aos que te crucificaram e esqueceram…

Por que razão, nós outros, míseros vermes do lodo ante uma estrela celeste, quando comparados contigo, recearíamos estender dadivosas mãos aos que nos não entendem ainda?!…

-É para eles, Senhor, para os que repousam aqui em densas sombras, que te suplicamos a bênção!

Desata-os, Mestre da caridade e da compaixão, liberta-os para que se equilibrem e se reconheçam…

Ajuda-os a se aprimorarem nas emoções do amor santificante, olvidando as paixões inferiores para sempre.

Possam eles sentir-te o desvelado carinho, porque também te amam e te buscam, inconscientemente, embora permaneçam supliciados no valo fundo de sentimentos escuros e degradantes…"

(André Luiz, Libertação, Cap.XII, FEB 1949, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier)

Pai-Nosso

"Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal."

Mateus, 6:9-13